.JPG)
Bem, a idéia inicial de postar durante o tempo em que eu estivesse a bordo não deu certo. Não deu certo porque eu realmente não tinha muito tempo, e o tempo que eu tinha aproveita com passeios ou dormindo (sim, trabalha-se muito a bordo e qualquer folguinha que temos queremos dormir, mas nem sempre dormimos) ao invés de ficar na frente de um computador, além disso eu não teria histórias pra contar né?Mas, resumidamente, vou contar minhas experiências aqui, em alguns posts.
12 de Julho de 2008 – Aeroporto de Guarulhos
Ansioso, animado e com um certo medo do que estava para vir, me despedi de minha mãe, da minha melhor amiga, de uma vizinha e amiga e seu filho que também é meu amigo. Minha mãe e minha melhor amiga choravam, foi chato ver aquilo mas eu estava feliz e empolgado, pedi para que ficassem feliz por mim e não chorassem mas eu sei que era difícil demais. Com um sorriso no rosto e bastante nervoso atravessei o portão para o saguão da Polícia Federal.Muita gente na sala, todo mundo bem vestido, deviam ser ricos. Várias pessoas e vários destinos diferentes. O meu era Milão, na Itália. Achei muito legal, pensei: “Nossa estou indo pra Milão!”, mas mais tarde descobriria que passaria bem longe da cidade, pois o aeroporto de Malpensa é longe da tal cidade.Após passar pela Polícia Federal, rápida e tranqüilamente, adentrei um segundo saguão onde funcionavam os Duty Free, dei uma olhada rápida e logo atravessei para último e maior saguão, onde se espera para em seguida subir a bordo da aeronave.Não esperei muito tempo, na verdade o vôo saiu no horário exato, às 12:45.Sentei-me ao lado de duas moças que eram um tanto “metidas”, mas com as quais acabei conversando mais tarde. Elas estavam indo passar um mês de férias em Beirute, até tirei foto com elas rsrs.Onze horas de vôo e nenhuma de sono, afinal estava muito nervoso. Tentei ver filmes e ouvir música, mas acho que meu computador de bordo estava com problemas, aliás fui na pior companhia aérea, Alitália, o serviço era péssimo, os comissários de bordos bem mal educados, italianos, mas o avião era grande, novo e moderno.
13 de Julho de 2008 – Aeroporto de Malpensa – Milão, Itália
Cheguei as 6:30 da manhã no horário da Itália. Chovia muito e a pista do aeroporto parecia estar alagada. Um ônibus nos levou da aeronave ao saguão de desembarque.Bem, já cheguei na Europa fazendo bobagem. Como chovia muito as malas demoraram para chegar ao saguão, então resolvi aproveitar enquanto não chegavam as malas para ligar para casa, minha mãe esperava uma ligação minha ansiosamente.Foi aí que cometi um grande erro. Atravessei umas portas automáticas e fui atrás de cartão telefônico internacional, paguei exorbitantes 20 euros para falar alguns míseros minutinhos, fora que foi um sacrifício usar o telefone, graças a Deus tinha assistência em português.Falei com minha mãe e depois fui pegar minhas malas. Fui em direção às portas automáticas e SURPRESA!As portas NÃO abriam!Depois descobri que não eram pra abrir mesmo, que não se pode entrar novamente pela mesma porta. Rodei quase o aeroporto inteiro atrás de alguém que me explicasse como fazer para voltar e pegar minhas malas. Não falava nada de italiano, além de um “buon giorno” ou “grazzie” que não me ajudariam em nada para recuperar minhas malas. Mas, graças a Deus aos 11 anos tive a idéia de estudar inglês, foi oque me salvou. Conversei com uma moça no guichê da companhia, num guichê de informações, etc. Acabei descobrindo que teria que esperar um policial pra pedir à ele que me liberasse para entrar lá e pegar minhas malas. Nesse meio tempo o senhor que me levaria até o navio já tinha vindo e foi duro explicar à ele que estava sem minhas malas, porque nem ele falava inglês e eu, como já disse, não falava italiano, mas ele acabou indo pra fazer algo e “disse” que retornaria as 9:30, se não me engano. Nesse meio tempo recuperei minhas malas e fui tomar uma água. Novamente foi meio constrangedor comprar a água, porque tentei falar em italiano mas tive a impressão de que as duas mulheres caçoavam da minha cara e começaram a falar um inglês muito “safado”, mas no fim consegui minha água. Logo depois encontrei as duas moças que tinham viajado ao meu lado, elas iriam pra Roma e então tomariam outro vôo para Beirute, mais tarde me despedi delas e fui levado para Savona para embarcar no Costa Mágica, que descobri ao chegar que era muito grande!
CONTINUA.